11.2Capítulo 2 de 8

Onde a automação paga o aluguel

11.2 Onde a automação paga o aluguel

Otávio Lins faz o rodízio de MQL toda segunda-feira de manhã. Abre o relatório, distribui os registros da semana entre os quatro SDR, avisa no Slack. É a tarefa que ele mais quer tirar das costas, e ele tem razão em querer. A pergunta é outra: quanto vale tirar.

Pergunta antes de ler

Suponha que o rodízio de segunda-feira consuma 40 minutos por semana do tempo de Otávio, que é gerente de inside sales. Uma automação de roteamento elimina esses minutos por completo.

Quanto vale essa automação por ano, em reais? Faça a conta com o custo carregado, não com o salário. Escreva o número antes de virar a página.

A conta correta dá R$ 6.596 por ano, e a derivação vem daqui a três parágrafos. Quem chegou perto desse número acertou a aritmética e caiu na armadilha, que é o motivo de este capítulo existir. Comparado ao preço de licença de qualquer ferramenta de roteamento, R$ 6.596 por ano reprova o investimento em dez segundos. E reprovar seria um erro que custa, à Órbita, entre R$ 800 mil e R$ 1,4 milhão de ARR.

O tempo de Otávio não é o benefício da automação de roteamento. É o pedaço mais visível e o menos importante, e ele representa 0,8% da ponta baixa do outro benefício. O que importa é o que acontece com os 612 registros que morrem entre uma segunda-feira e a outra. Confundir os dois é o erro que aparece na primeira página de quase todo business case de automação que chega a uma mesa de CFO.

A conta de valor, e o que ela não mede

Valor anual de uma automação

O valor de uma automação tem duas parcelas que não se somam, porque não são a mesma moeda. A primeira é economia de tempo: frequência anual multiplicada pelo tempo por execução multiplicado pelo custo-hora carregado de quem executa. A segunda é ganho de receita: o efeito da automação sobre uma taxa de conversão, um valor médio ou uma retenção.

Custo-hora carregado é a remuneração total anual multiplicada pelo fator de encargos, dividida pelas horas úteis do ano. Não aceite fator de encargos de ouvido, nem o seu nem o de ninguém. Monte a conta, que é curta e verificável. Sobre cada R$ 100 de salário anual, o décimo terceiro acrescenta R$ 8,33, que é um salário em doze, e o terço constitucional de férias acrescenta R$ 2,78: a remuneração vai a R$ 111,11. Sobre ela incidem o INSS patronal de 20% e o RAT de 1% a 3% conforme o grau de risco da atividade, ambos no artigo 22 da Lei 8.212 de 1991, mais as contribuições a terceiros de até 5,8% e o FGTS de 8% da Lei 8.036 de 1990. No grau de risco mais baixo isso soma R$ 38,66. Acrescente a provisão da multa rescisória de 40% sobre o FGTS do período, R$ 3,56, e o total fecha em R$ 153,33. Fator 1,53, só com o que a lei obriga. Plano de saúde, vale-refeição e vale-transporte entram por cima, e são eles que empurram o fator de muitas empresas para perto de 1,7. A Órbita publica 1,40 no próprio bloco de folha, porque parte dos encargos já aparece distribuída em outras linhas da sua DRE. Use o fator da sua empresa, e declare qual usou.

Por que importa: é a unidade de medida do módulo inteiro. Sem ela, toda conversa sobre automação vira comparação entre um incômodo e um preço, e o incômodo sempre perde, porque ele não tem número e o preço tem.

Economia anual = frequência anual × tempo por execução × custo-hora carregado

Frequência é quantas vezes por ano a tarefa acontece. Tempo é quanto dura uma execução, em horas. Custo-hora carregado é a remuneração total anual vezes o fator de encargos, dividida pelas horas úteis do ano.

Do pacote de remuneração à hora de trabalhoSDR da Órbita. Horas úteis: 12 meses × 21 dias × 8 horas = 2.016.remuneração totalR$ 88 milfixo mais variável, por ano×fator de encargos1,40o da sua empresa, não o do livro÷horas úteis do ano2.016premissa declarada=custo-hora carregadoR$ 61por hora útilParar no primeiro quadro e dividir por doze meses de 168 horas dá R$ 44 por hora.Todo business case construído sobre esse número nasce menor do que deveria, e o erro é sempre na mesma direção.No Brasil o encargo não é detalhe contábil: é o que separa um business case aprovado de um business case corrigido em público pelo CFO.

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Figura 11.2 O salário não é o custo. A conta que importa tem três passos depois dele. Leia da esquerda para a direita. O erro de business case mais comum é parar no primeiro quadro e dividir por doze, o que subestima o custo do trabalho em cerca de 30% e, por consequência, subestima o valor de qualquer automação de tempo. Os valores são do SDR da Órbita e a premissa de horas úteis está declarada no próprio quadro.

Com a régua na mão, a conta do rodízio sai em uma linha. Otávio é gerente de vendas, e a remuneração total dessa função na Órbita é R$ 274 mil por ano. Carregada: R$ 274 mil × 1,40 = R$ 383,6 mil. Dividida pelas 2.016 horas úteis: R$ 190 por hora. O rodízio consome 40 minutos por semana, que são 34,7 horas por ano. Multiplicando: 34,7 horas por ano × R$ 190 por hora = R$ 6.596 por ano.

R$ 6.596valor anual de eliminar o rodízio manual de segunda-feiraContra R$ 800 mil a R$ 1,4 milhão de ARR que a mesma automação destrava. A primeira parcela é 0,8% da segunda.

Duas linhas diferentes da DRE

Aqui está o que separa quem apresenta business case de quem aprova business case. Economia de tempo e ganho de receita caem em linhas diferentes da demonstração de resultado e têm credibilidade diferente, porque se comportam de forma diferente diante de uma auditoria. Ganho de receita aparece na linha de receita se a conversão subir, e aparece sozinho, sem ninguém precisar tomar nenhuma decisão adicional. Economia de tempo aparece na linha de despesa apenas se alguém fizer alguma coisa com o tempo liberado, e essa alguma coisa é uma decisão de gente, não de software.

Os dois benefícios não andam pelo mesmo caminhoGanho de receitalinha de receita, sem decisãoEconomia de tempoo tempoliberado vira?mais cobertura: vira receitanão contratar: reduz despesanada: benefício zeroDizer ao CFO que economizou doze horas por semana é dizer nada: ninguém saiu, a despesa não caiu, a DRE não mudou.

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Figura 11.2-b Hora economizada só vira dinheiro depois de uma decisão que o software não toma. O caminho de cima é automático: se a conversão sobe, a receita sobe e a DRE registra sozinha. O caminho de baixo tem uma bifurcação, e é nela que quase todo business case morre. Se a resposta à pergunta do losango for “nada”, o benefício é zero e precisa ser escrito como zero.

As seis zonas onde a automação costuma pagar

Quase toda automação útil de uma operação de receita cai em uma de seis zonas. A lista é estável há anos porque ela não descreve tecnologia, descreve tipos de trabalho repetido. Ferramentas entram e saem do mercado; as zonas ficam. Guarde as seis e use a tabela como triagem de inventário antes de qualquer conversa com fornecedor.

ZonaO que a automação fazEvidência na ÓrbitaValorComo ler esta linha
1. Higiene de dadosdeduplica, padroniza e torna obrigatório o campo na entrada67 cadastros a mais no ERP que no CRM: 41 filiais, 18 duplicatas, 8 contas de testecusto indiretoNão paga sozinha em reais. Paga porque é pré-requisito das outras cinco: sem ela, toda automação abaixo aplica a regra certa ao registro errado.
2. Roteamento e atribuiçãodá dono a um registro novo em segundos, por território, segmento ou rodízio612 MQL sem nenhuma tentativa, 20,1% do totalR$ 800 mil a R$ 1,4 milhão de ARRA maior da lista e a única inteiramente determinística. É o capítulo 11.3 inteiro, e não precisa de modelo nenhum.
3. Enriquecimentopreenche firmografia, contato e sinal de intenção a partir de fonte externaR$ 34 mil por ano em consultas avulsas, com dono declarado "ninguém"custo já pago, benefício não medidoNo Brasil a camada firmográfica é pública e barata. Pagar preço de intenção para receber o que a Receita Federal publica é o erro que mais se repete nesta zona.
4. Atualização de CRMcaptura atividade, e-mail e reunião sem o vendedor digitar9,4h de 40h por semana, por AE, em CRM e propostasR$ 615 mil de custo por ano, dos 11 AE somadosA zona com mais horas e a que mais engana. Hora recuperada só vira dinheiro se alguém disser o que acontece com ela. Veja a armadilha deste capítulo.
5. Geração de resumoescreve a nota da reunião e o documento de passagem de bastão41% dos SQL descartados pelo AE sem motivo registrado, passagem sem documentonão quantificável hojeA única zona probabilística da lista, e por isso a única que exige revisão por amostragem e monitoramento contínuo. Volta em 11.6 e em 11.8.
6. Alertas e exceçõesavisa quando uma condição de negócio é atingida ou violadareajuste contratual não aplicado em 42% dos elegíveisR$ 264 mil de ARRA melhor relação entre valor e esforço depois do roteamento. Um alerta 60 dias antes do aniversário do contrato é regra de calendário, não inteligência.

As seis zonas aplicadas ao inventário da Órbita, com a evidência interna de cada uma. A coluna de valor não soma: duas linhas são custo em reais, duas são ARR deixado na mesa e duas não são quantificáveis com o dado que a empresa tem hoje. Somar as quatro primeiras seria o mesmo erro que o capítulo acabou de nomear.

Onde o humano fica

Falta a segunda decisão do capítulo, e é a que mais gente erra. Depois de escolher o que automatizar, é preciso decidir onde entra revisão humana. A intuição diz que o humano entra onde a tecnologia é fraca, e essa intuição produz dois erros simétricos e caros. O critério certo não tem nada a ver com a qualidade da ferramenta.

Reversibilidade da decisão

Custo e prazo para desfazer o efeito de uma decisão automatizada. Alta reversibilidade: mudar a ordem de uma fila de trabalho, trocar o dono de um registro, sugerir o preenchimento de um campo. Baixa reversibilidade: disparar e-mail para quatro mil contatos, aplicar desconto, desqualificar uma conta, alterar preço em contrato vigente.

Por que importa: é a reversibilidade, e não o nível de inteligência da ferramenta, que define onde o humano entra. Automação irreversível exige aprovação humana mesmo quando é excelente. Automação reversível pode rodar sozinha mesmo quando é medíocre, porque o custo de errar é o custo de corrigir, e ele é baixo.

O erro comum: colocar o humano onde ele não agrega, revisando novecentos roteamentos por dia que ele carimba sem ler, e tirá-lo justamente de onde ele é indispensável, que é o disparo em massa. O primeiro erro é teatro de controle: deixa o processo mais lento sem deixá-lo mais seguro. O segundo aparece na caixa de entrada de quatro mil pessoas, e não tem botão de desfazer.

Frequência × reversibilidade: onde o humano ficaA pergunta não é se a máquina acerta. É quanto custa desfazer mil execuções erradas.AUTOMAÇÃO PLENACOPILOTO COM REVISÃO POR AMOSTRAGEMTABELA DE PARA, SEM FERRAMENTAAPROVAÇÃO HUMANA OBRIGATÓRIAroteamento de leadatualização de campo de CRMsugestão de próximo passo ao vendedordisparo de cadência em massadesqualificação automática de contaresumo de reunião enviado ao clienteatribuição anual de territórioaprovação de desconto acima da regraalteração de preço em contrato vigentereversibilidade altareversibilidade baixafrequênciaaltafrequênciabaixaA linha que decide é a vertical, no meio. Quem usa a horizontal coloca gente revisando fila e ninguém aprovando disparo.

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Figura 11.2-c Revisão humana não é prêmio de consolação para tecnologia ruim. Eixo horizontal: reversibilidade, alta à esquerda, baixa à direita. Eixo vertical: frequência, baixa embaixo, alta em cima. Os oito pontos são casos reais de uma operação de receita. O que o desenho prova é que os casos de alta frequência, que são justamente os que dão vontade de automatizar por completo, se dividem em dois grupos com desenhos opostos, e que a linha que os separa é vertical, não horizontal.

Na práticaÓrbita Software · três automações, três contas honestas

Automação A, captura automática de atividade no CRM. O dataset publica que o AE gasta 9,4 horas de 40 por semana em CRM e propostas, o que com 11 AE dá 103,4 horas semanais do time e um custo de R$ 615 mil por ano. Adote como premissa declarada que a captura automática devolva 25% desse tempo: são 25,9 horas por semana, ou 0,6 AE equivalente. Agora a pergunta do losango. Se o tempo virar mais cobertura de contas, é receita e precisa ser estimada como receita. Se virar não contratar o próximo AE de mid-market, o benefício é o custo carregado dessa posição, R$ 170 mil × 1,40 = R$ 238 mil por ano, e é uma despesa que deixa de existir. Se ninguém decidir, o benefício é zero, e zero é o que vai escrito na planilha.

Automação B, alerta de reajuste contratual. O dataset registra que o reajuste não é aplicado em 42% dos contratos elegíveis, o equivalente a R$ 264 mil de ARR por ano. A regra cabe na frase do degrau 3: se faltarem 60 dias para o aniversário do contrato e o índice de reajuste estiver preenchido, avise o AM e abra a tarefa. Frequência: dezenas de vezes por mês. Reversibilidade: alta, porque o alerta não faz nada sozinho. Automação plena Custo: uma regra de calendário sobre um campo que já existe. Valor: até R$ 264 mil de ARR, com deságio pelos casos em que a empresa decide, com razão, não cobrar.

Automação C, desqualificação automática de conta pelo score. Frequência alta, reversibilidade baixa. Uma conta marcada como fora do perfil some da fila e ninguém a olha de novo, o que torna o erro invisível e permanente. Copiloto com revisão O desenho defensável é o contrário do intuitivo: a máquina ordena a fila, o humano decide o descarte, e há revisão semanal por amostragem do que foi descartado. Repare que a Automação C usaria exatamente a mesma tecnologia da Automação A e recebe governança oposta. A tecnologia não foi o critério em nenhum dos três casos.

A leitura. Das três, a de maior número absoluto é a A, a de melhor relação entre valor e esforço é a B, e a única que pode destruir valor é a C. Um inventário bem feito quase sempre tem essa forma: o barato e chato ganha do caro e interessante.

O veredito. Comece pela B. Ela não precisa de fornecedor, não precisa de modelo e cabe em uma frase.

Exercício 11.250 minutos, planilha e o fator de encargos real da sua empresa

Monte o inventário de automação da sua operação.

  1. Liste seis tarefas repetidas do seu time. Para cada uma: frequência mensal, tempo médio por execução em minutos, quantas pessoas participam e quem é o dono.
  2. Calcule o custo-hora carregado de cada função envolvida, com o fator de encargos da sua empresa declarado ao lado do número.
  3. Aplique a fórmula e ordene as seis por valor anual. Depois responda, para as três maiores, a pergunta do losango: o tempo liberado vira mais cobertura, vira não contratar, ou vira nada?
  4. Metacognitivo. Sem olhar a planilha, diga qual das seis você mais queria automatizar quando começou o exercício. Ela ficou em que posição na ordenação? A distância entre o seu palpite e a sua planilha é a medida do viés que este capítulo existe para corrigir.
Conferir respostas
  1. O inventário. Uma resposta adequada preenche as cinco colunas para as seis tarefas. Uma resposta de nível MBA percebe que duas ou três tarefas têm frequência alta e valor unitário baixíssimo, e que a soma delas perde de longe para uma única tarefa de frequência baixa que trava dinheiro. Frequência engana porque é o que a gente sente.
  2. O custo-hora. Confira o fator de encargos com o seu RH antes de usar, e leve a conta aberta do conceito para a conversa: 1,53 sai só das alíquotas legais, e o que passa disso são benefícios que a sua empresa escolheu pagar e precisa saber listar. Algumas empresas publicam um fator menor porque parte dos encargos já está distribuída em outras linhas da DRE, que é o caso da Órbita. O erro grave não é escolher um valor discutível: é não declarar qual usou, porque aí ninguém consegue refazer a conta.
  3. A pergunta do losango. A resposta honesta para a maioria das tarefas é “nada”, e escrever zero nessas linhas é justamente o que dá credibilidade às linhas em que você escreveu um número. Um business case em que todo benefício é positivo é um business case que ninguém auditou.
  4. Adversarial. Procure no seu inventário a tarefa de maior frequência com reversibilidade baixa. Ela existe, e quase sempre é um disparo de comunicação em massa. Se hoje ela roda sem aprovação humana, você tem um problema aberto agora, e ele não depende de você comprar nada. Escreva quem aprova, com nome, a partir da semana que vem.

Armadilha: apresentar economia de tempo como se fosse ganho de receita

A cena tem roteiro fixo. O head de RevOps mostra o slide dizendo que a automação economiza doze horas por semana do time comercial, e que isso equivale a determinado valor por ano. O CFO faz uma pergunta só, e ela encerra a reunião: quem sai da folha? Ninguém sai. Então a despesa não cai, a receita não sobe, e a demonstração de resultado do ano que vem é idêntica com ou sem a ferramenta, exceto pela linha nova de licença.

A conta de horas não está errada. Está incompleta, e a parte que falta não é numérica, é institucional: falta o compromisso de alguém sobre o que acontece com o tempo. Um business case defensável escreve isso em uma frase, com nome e data. Por exemplo: com as 25,9 horas semanais recuperadas, Rafael Nunes assume a meta de subir a cobertura de contas ativas por AE até junho, e por isso a vaga do décimo segundo AE sai do plano de contratação. Isso é um benefício. Doze horas por semana não é.

A sanção. Um business case de horas economizadas é aprovado uma vez. No ano seguinte, quando a DRE não mudou, o CFO lembra. E a partir daí todo pedido de tecnologia que vier do RevOps entra na reunião com a credibilidade já gasta, inclusive os que estavam certos.

Recuperação

Responda antes de abrir. Tentar e errar consolida mais que reler.

  1. 1Escreva a fórmula da economia anual de uma automação e diga por que ela não pode ser somada ao ganho de receita da mesma automação.
    Economia anual = frequência anual × tempo por execução × custo-hora carregado. Não se somam porque caem em linhas diferentes: economia de tempo é despesa evitada, e só existe se alguém decidir reduzir ou não aumentar a folha; ganho de receita é receita, e aparece sem decisão adicional. Somar as duas num único número é misturar moedas e entregar ao CFO um total que ele desmonta em uma pergunta.
  2. 2Uma tarefa acontece 18 vezes por mês, leva 25 minutos e é feita por alguém com remuneração total de R$ 120 mil por ano. Com fator de 1,40 e 2.016 horas úteis, quanto vale automatizá-la?
    Custo carregado: R$ 120 mil × 1,40 = R$ 168 mil. Custo-hora: R$ 83. Horas por ano: 18 × 12 × (25 ÷ 60) = 90 horas. Valor: 90 × R$ 83 = R$ 7.500 por ano. A segunda metade da resposta é a que vale nota: esse número só entra no business case depois que alguém disser o que acontece com as 90 horas.
  3. 3A Órbita tem 67 cadastros a mais no ERP que no CRM, sendo 41 filiais, 18 duplicatas e 8 contas de teste. Por que isso bloqueia a zona 2 e não só a zona 1?Módulo 5 · 5.2
    Porque roteamento é atribuição de dono a um registro, e um cliente representado por quatro registros pode receber quatro donos diferentes. O caso das filiais é o mais caro: a regra de território acerta cada linha isoladamente e produz uma situação em que quatro vendedores abordam o mesmo grupo econômico na mesma semana, cada um com uma proposta. A hierarquia entre matriz e filial não é preciosismo de modelagem. É o que impede a automação de transformar um defeito silencioso num constrangimento na frente do cliente.
  4. 4Diga de memória os quatro quadrantes da matriz de frequência por reversibilidade e qual eixo decide a entrada do humano.
    Alta frequência e alta reversibilidade: automação plena. Alta frequência e baixa reversibilidade: copiloto com revisão por amostragem. Baixa frequência e alta reversibilidade: tabela de para, sem ferramenta. Baixa frequência e baixa reversibilidade: aprovação humana obrigatória. Quem decide a entrada do humano é o eixo horizontal, o da reversibilidade. Se você respondeu frequência, acabou de desenhar uma operação com gente carimbando fila e ninguém aprovando disparo.

A Órbita Software é uma empresa fictícia, construída para este curso. Por que um caso fictício.