12.1Capítulo 1 de 8

Por que o treinamento de sexta-feira já morreu na terça

12.1 Por que o treinamento de sexta-feira já morreu na terça

O Módulo 11 terminou com um inventário de automações possíveis na Órbita, cada uma com um custo e um tempo de implantação. Automação tira trabalho de dentro do processo. Ela não muda nada do que acontece quando o comprador diz, no minuto 22 de uma descoberta, que já tem fornecedor e que a diretoria acabou de congelar orçamento. Nesse minuto não há robô. Há uma pessoa que vai escolher entre três caminhos, e a escolha dela vale entre um negócio e nenhum. Este módulo trata dessa escolha, e da engenharia que faz uma escolha nova sobreviver a um trimestre.

Comece pela cena que a maioria das empresas já viveu. Rafael Nunes contrata um workshop de metodologia de vendas, oito horas, uma sexta-feira inteira, as 15 pessoas de vendas na sala. O instrutor é bom. As avaliações voltam altas. Na segunda-feira duas pessoas comentam que foi o melhor treinamento que já fizeram. Na terça-feira Yasmin Rocha entra numa ligação de qualificação e faz exatamente o que fazia na quinta-feira anterior. Ninguém percebe, porque ninguém estava ouvindo.

Pergunta antes de ler

A Órbita paga oito horas de 15 pessoas de vendas para aprender uma metodologia nova. Na terça-feira seguinte, sem consultar nenhum material, quanto do conteúdo você espera que uma pessoa média do time consiga recuperar de memória? Escreva um número entre 0% e 100% antes de continuar.

Depois escreva a segunda resposta, que é a que importa: quanto você espera que ela consiga executar em frente a um comprador cético?

A resposta que quase todo leitor escreve na primeira linha fica entre 40% e 70%, e na segunda linha fica um pouco abaixo. É plausível, e é onde está a armadilha. As duas perguntas parecem versões da mesma pergunta e não são. A primeira mede memória de conteúdo apresentado; a segunda mede comportamento sob pressão, na frente de outra pessoa, com dinheiro em jogo. Elas decaem em velocidades diferentes, por mecanismos diferentes, e nenhuma das duas é resolvida por um dia melhor de treinamento. Quem responde a primeira com um número alto está comprando a altura da curva. O que a empresa consome é a área embaixo dela.

Enablement, definição operacional

Enablement é a função que garante que a pessoa certa, no momento certo da conversa com o cliente, saiba o que fazer, consiga fazer e seja recompensada por fazer. Não é a função que produz material. É a função que produz comportamento repetível.

Operacionalmente, um sistema de enablement tem quatro componentes, e os quatro são obrigatórios: especificação (o playbook, que diz o que é bom em cada momento), aquisição (o onboarding, que instala pela primeira vez), reforço (prática espaçada e coaching, que impede a perda) e consequência (medição, certificação e remuneração, que tornam o comportamento novo o caminho de menor resistência).

Por que importa: sem essa definição, enablement vira almoxarifado de PDF. Com ela, vira um sistema com entrada, saída e taxa de conversão, e portanto com orçamento, meta e retorno defensável. É a diferença entre pedir verba para treinar o time e pedir verba para tirar um mês do ramp de cada AE de mid-market, o que vale R$ 51,7 mil por contratação. O capítulo 12.3 faz essa conta inteira.

Você não compra a altura da curva. Você consome a área.Curva de baixo: pontos publicados por Murre e Dros, PLOS ONE, 2015. Curva de cima: modelo de desenho, não medição.Premissa de escala: o eixo de tempo é comprimido para deixar os primeiros dias visíveis. A razão entre as áreas está na conta do texto, não na proporção do desenho.100%50%0%01 dia2610306090 diasÚnico ponto em que as duas operações são iguais25% em 1 dia4% em 31 diasreforços em D+2, D+10, D+30 e D+60sem reforço, a área do trimestre inteiro cabe aquiMesmo número de horas. A que muda comportamento é a que foi partida em pedaços e distribuída pelo trimestre.

Arraste o desenho para o lado para ver inteiro

Figura 12.1 O reforço não levanta o pico. Ele impede a queda, e o que você compra é a área. Leia da esquerda para a direita, mas não leia as alturas: leia as duas áreas sombreadas. Uma advertência de escala vem antes de tudo. O eixo de tempo está comprimido de propósito, para que o primeiro dia, onde acontece quase toda a queda, não vire um traço de dois pixels. Isso significa que a proporção entre as duas áreas desenhadas não é a proporção entre as duas áreas calculadas: a razão verdadeira está na tabela de trapézios do texto, não na tinta. A curva de cima tem quatro dentes, um por ponto de reforço, e cada dente sobe menos e cai mais devagar que o anterior. A curva de baixo é a replicação de Ebbinghaus feita por Murre e Dros em 2015, com os pontos publicados. Os dois desenhos partem do mesmo ponto no dia 0, e é essa a informação política do gráfico: no dia do treinamento as duas operações são indistinguíveis, inclusive nas avaliações de satisfação. A diferença só existe no acumulado do trimestre.

A figura não diz que o reforço faz a pessoa aprender mais no dia. O pico é o mesmo. O que muda é a inclinação depois do pico, e é por isso que a avaliação de satisfação preenchida no fim do workshop é um instrumento inútil para prever transferência: ela mede o único ponto em que as duas operações são iguais.

A equação está em série, não em soma

A definição operacional de enablement tem quatro componentes, e a tentação administrativa é tratá-los como uma soma: fazemos três dos quatro, temos 75% do sistema. Não funciona assim. Os quatro estão em série, como quatro elos. Uma especificação que ninguém adquiriu não existe. Uma aquisição sem reforço evapora. Um reforço sem consequência compete com tudo o mais na semana da pessoa e perde. Falta um elo e o resultado no dia 90 não é 75% do comportamento: é aproximadamente nada.

Quatro elos em série. Não é uma soma.EspecificaçãoAquisiçãoReforçoConsequênciacomportamentovivo no dia 90EspecificaçãoAquisiçãovazioConsequênciamaterialarquivadoOs dois primeiros elos custaram o mesmo nas duas linhas. O que separa os destinos é o terceiro, que é o mais barato dos quatro.

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Figura 12.1-b Falta um dos quatro e o resultado no dia 90 não é 75%, é zero. A linha de cima é a cadeia completa. A de baixo é a cadeia que quase toda empresa tem, com o elo de reforço vazio. Os dois primeiros elos são idênticos nas duas linhas: o investimento em especificação e em onboarding foi o mesmo. O que muda é o destino, e o destino é binário.

comportamento(90 dias) = especificação × aquisição × reforço × consequência

Leia em português: comportamento observável no dia 90 é o produto, não a soma, dos quatro componentes. Produto significa que qualquer fator zerado zera o resultado. É por isso que a pergunta certa nunca é “como eu treino o time nisso?” e sim “qual é o sistema de reforço, medição e consequência que torna esse comportamento o caminho de menor resistência?”.

Na práticaÓrbita Software · a mesma sexta-feira, duas formas

Passo 1. O que a sexta-feira custa. O custo por hora de um AE de mid-market na Órbita sai do próprio dataset: o OTE, que é a remuneração total esperada de uma pessoa quando ela bate a meta, vale R$ 170 mil por ano por pessoa (R$ 102 mil de fixo mais R$ 68 mil de variável), multiplicado pelo fator de carregamento de 1,4× que o Bloco 2.4 publica, dá R$ 170 mil × 1,4 = R$ 238 mil ao ano. Sobre 2.080 horas úteis, são R$ 114 por hora. Oito horas de 15 pessoas custam 15 × 8 × R$ 114 = R$ 13,7 mil, sem contar o honorário do instrutor. É pouco dinheiro. Guarde isso: o problema do treinamento de um dia nunca foi o preço.

Passo 2. A área sem reforço. Modele a retenção ao longo do trimestre com os pontos publicados por Murre e Dros e trapézios entre eles. Do dia 0 ao dia 1, de 100% para 25%, são ((100 + 25) ÷ 2) × 1 = 63 pontos-dia. Do dia 1 ao 6, de 25% para 21%: 115. Do dia 6 ao 31, de 21% para 4%: 313. Do dia 31 ao 90, de 4% para 2%: 177. Soma: 667 pontos-dia, o que equivale a uma retenção média de 667 ÷ 90 = 7,4% ao longo do trimestre.

Passo 3. A área com reforço. Mesma conta, com quatro reforços que devolvem a retenção a 90% nos dias 2, 10, 30 e 60, e com a queda entre eles ficando mais lenta a cada vez. Os cinco trechos dão 140, 540, 1.500, 2.400, 2.520 pontos-dia, somando 7.100. A retenção média do trimestre vai a 78,9%.

Passo 4. A leitura. 10,6× de área com o mesmo número de horas de sala. Não com mais horas: com as mesmas horas partidas. O custo incremental é de agenda, não de orçamento.

O veredito. As duas curvas do passo 2 e do passo 3 são modelos, e o texto vai repetir isso toda vez: os pontos de Murre e Dros vêm de laboratório, com sílabas sem sentido e um único sujeito. O que viaja para a Órbita não é o nível, é a forma. A forma diz que a inclinação é máxima nas primeiras 48 horas, e é dela que sai a única regra de desenho que você precisa memorizar hoje: o primeiro reforço vem em dias, não em semanas.

Onde a curva perde mais, por diadia 0 ao 1perde 75 pp em 1 diadia 1 ao 6perde 4 pp em 5 diasdia 6 ao 31perde 17 pp em 25 diasprimeiro reforço: D+2e não D+30D+2D+10D+30D+60Intervalo crescente, não intervalo igual. Regra prática derivada de Cepeda e colegas, 2006: cada intervalo entre 10% e 20% do horizonte que você quer reter.

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Figura 12.1-c O primeiro reforço é o único que muda de lugar a curva inteira. A régua mostra onde a inclinação é maior. Reforçar no dia 2 age sobre um trecho em que a perda por dia é grande; reforçar no dia 30 age sobre um trecho em que já não sobrou quase nada para segurar. É por isso que um cronograma de reforço com intervalos iguais é pior que um com intervalos crescentes, mesmo com o mesmo número de sessões.

Três números que você não vai levar ao CFO

O mercado de enablement circula quatro números que soam científicos e não são. Eles são a forma mais rápida de perder credibilidade numa reunião em que alguém tenha curiosidade de abrir a fonte. Nomeie os três principais agora, porque você vai ouvir os três antes do fim do ano.

O primeiro é que só 10% do treinamento se transfere para o trabalho. Nasceu de uma estimativa informal atribuída a um pesquisador, sem base empírica, e foi criticada dentro da própria literatura de transferência: Ford, Yelon e Billington chamaram o número, em 2011, de delusão dos 10%. O segundo é que vendedores esquecem 87% do que aprendem em 30 dias. É um eco distorcido de Ebbinghaus, medido com sílabas sem sentido em um sujeito só, e nunca foi medido em vendedores. O terceiro é que entre 30% e 70% das implantações de CRM fracassam. A amplitude do intervalo é, ela mesma, a prova de que ninguém mediu.

Nenhum dos três é necessário. O argumento deste módulo fica mais forte sem eles, porque cada um pode ser substituído por uma evidência verificável. No lugar dos 10%, use a síntese de Salas, Tannenbaum, Kraiger e Smith-Jentsch (2012): o que acontece antes e depois do treinamento importa tanto quanto o que acontece dentro dele. No lugar dos 87%, use a forma da curva de Murre e Dros e diga que é laboratório. No lugar do fracasso de CRM, use a sua própria medição em três camadas, que o capítulo 12.5 ensina a montar. Você troca um número grande e falso por um número pequeno e seu.

Troque a lenda pelo verificávelO que se ouveDe onde veioO que dizer no lugar“só 10% se transfere”estimativa informal, sem dadoSalas e colegas, 2012: o antes e o depois“87% esquecido em 30 dias”eco de Ebbinghaus, 1 sujeitoa forma da curva, Murre e Dros, 2015“30% a 70% dos CRM falham”sem estudo primário localizávelsua adoção em três camadas, medidaQuem leva a lenda ao conselho e é desafiado na fonte perde o projeto junto com a credibilidade, e a próxima mudança fica mais cara.

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Figura 12.1-d Cada número lendário tem um substituto verificável, e o substituto é mais barato de defender. Coluna da esquerda: o que se ouve. Coluna do meio: de onde veio de verdade. Coluna da direita: o que dizer no lugar. A troca não enfraquece o argumento porque a lenda nunca sustentou o argumento; ela só o decorava.

A empresa não compra o dia do treinamento. Compra o que sobra dele na terça.

Exercício 12.135 minutos, planilha e a agenda do último trimestre

  1. Calcule, com trapézios sobre os pontos de Murre e Dros, a retenção média ao longo de 90 dias sem nenhum reforço. Depois responda: qual dos dois números, o do dia 1 ou o da média do trimestre, você usaria para decidir orçamento?
  2. Pegue o último treinamento que a sua empresa fez. Classifique cada um dos quatro elos como presente, parcial ou ausente, com uma evidência observável para cada classificação. Diga qual elo é o mais barato de consertar e qual é o mais caro.
  3. Refaça a conta da sexta-feira com o custo carregado real do seu time. Se o resultado for muito diferente do da Órbita, explique de onde vem a diferença antes de concluir qualquer coisa.
  4. Adversarial: existe algum tipo de mudança de comportamento comercial em que um único dia de treinamento, sem nenhum reforço, seja suficiente? Se existir, descreva as condições. Se não existir, explique por que a sua empresa continua comprando esse formato.
Conferir respostas
  1. A área, não a altura. Com trapézios: dia 0 ao 1, ((100 + 25) ÷ 2) × 1 = 63; dia 1 ao 6, 115; dia 6 ao 31, 313; dia 31 ao 90, 177. Total 667 pontos-dia, média de 7,4%. Quem respondeu perto de 25% leu a altura do dia 1 e a chamou de trimestre.
  2. Os quatro elos. Especificação existe mas não está escrita (a regra de desconto da Órbita é “não escrita: até 15% o AE aprova, acima vai pro CRO”). Aquisição existe de forma informal. Reforço não existe: a ferramenta de gravação cobre 6 de 15 pessoas e não tem cadência. Consequência contradiz: o plano de comissão paga sobre TCV assinado, não ACV, sem clawback. Elo mais barato de consertar: reforço. Elo mais caro: consequência, porque mexe em remuneração e o capítulo 12.7 mostra por que isso tem risco jurídico no Brasil.
  3. A conta da sexta-feira. R$ 114 por hora × 8 horas × 15 pessoas = R$ 13,7 mil. Se a sua conta deu muito mais, você provavelmente usou receita por vendedor em vez de custo carregado, o que responde a outra pergunta. A conclusão que interessa é que o valor é pequeno, e que portanto o argumento contra o treinamento de um dia nunca pode ser “é caro”. É “não produz nada”, que é diferente e mais difícil de refutar.
  4. A adversarial. A resposta honesta é sim, existe: uma mudança de informação factual pura, sem componente de habilidade, com consulta disponível no momento do uso. Preço novo da tabela, por exemplo. Esse caso satisfaz as quatro condições sem nenhum reforço porque a consulta substitui a memória. Isso não é uma exceção à regra, é a confirmação dela: o que não precisa de reforço também não precisava de treinamento. Bastava publicar.

Armadilha: levar um número lendário para a reunião de orçamento

A cena é sempre a mesma. O líder de RevOps abre o pedido de verba de enablement com um slide dizendo que 87% do treinamento é esquecido em 30 dias. É um bom gancho, e funciona até o momento em que Cláudia Meirelles, que passou a carreira inteira em controladoria, pergunta de onde vem o número. Não vem de lugar nenhum verificável. O pedido não morre ali por causa do número: morre porque, a partir dali, todos os outros números do mesmo slide passam a ser tratados como decorativos, inclusive os que eram bons.

O custo dessa armadilha não é o pedido negado. É o desconto de credibilidade aplicado a tudo que você apresentar nos doze meses seguintes, numa empresa em que a CFO já não confia em nada que venha do CRM e mantém a própria planilha de ARR, a receita recorrente anual da empresa inteira, que não se confunde com o valor que um cliente sozinho paga por ano. Você tinha uma aliada natural e gastou o crédito dela num número de blog. Na diligência da Série C, quem faz esse tipo de citação em documento interno vira um parágrafo de ressalva no relatório do fundo.

Recuperação

Responda antes de abrir. Tentar e errar consolida mais que reler.

  1. 1Escreva a definição operacional de enablement em quatro palavras, e diga por que a relação entre elas é de produto e não de soma.
    Especificação, aquisição, reforço e consequência. É produto porque qualquer fator zerado zera o resultado: um playbook que ninguém adquiriu não existe, uma aquisição sem reforço evapora, um reforço sem consequência perde a disputa pela semana da pessoa. O erro administrativo comum é tratar como soma e concluir que três de quatro entregam 75%. Entregam aproximadamente nada.
  2. 2Um time de 4 CSM passa por um treinamento de 6 horas sobre a nova rotina de revisão de risco. O OTE anual de um CSM é R$ 120 mil por pessoa, dos quais R$ 96 mil de fixo e R$ 24 mil de variável. Qual o custo de horas do treinamento, e por que esse número não deve ser o centro do seu argumento?
    OTE de R$ 120 mil por ano por pessoa, multiplicado pelo fator de carregamento de 1,4×, dá R$ 168 mil ao ano por pessoa, ou R$ 81 por hora. Daí a conta do treinamento, com os três operandos: R$ 81 por hora × 6 horas × 4 pessoas = R$ 1.938 (arredondado, porque a taxa por hora aparece arredondada para o real cheio). Não é o centro do argumento porque é irrisório diante de qualquer coisa que se queira comprar com ele. O argumento tem que ser sobre o que a rotina nova produz, não sobre o que o treinamento custa.
  3. 3O Módulo 11 mostrou onde a automação substitui trabalho humano na Órbita. Qual é a diferença entre um problema que se resolve com automação e um que exige enablement, e como você decide qual dos dois está na sua frente?Módulo 11 · automação
    Automação resolve quando a regra é determinística e o dado necessário já existe em algum sistema: roteamento de lead, preenchimento de campo derivado, alerta de SLA. Enablement resolve quando a decisão depende de julgamento em cima de informação que só aparece na conversa. O teste é perguntar se você consegue escrever a regra completa sem a palavra “depende”. Se consegue, automatize e não treine ninguém. Se não consegue, não adianta comprar ferramenta: o que falta é especificação e reforço, e é isso que o resto deste módulo constrói.
  4. 4De memória, escreva a regra prática de espaçamento derivada de Cepeda e colegas (2006) e aplique-a a um comportamento que você quer que sobreviva 180 dias.
    O intervalo entre sessões fica entre 10% e 20% do horizonte de retenção desejado, e cresce a cada sessão. Para 180 dias: primeiro reforço em torno de D+3, depois D+18, depois D+40, depois D+90, depois D+140. Se você escreveu intervalos iguais, releia a Figura 12.1-c: intervalos iguais gastam sessões no trecho em que a curva já está rasteira e economizam justamente onde a inclinação é máxima.

A Órbita Software é uma empresa fictícia, construída para este curso. Por que um caso fictício.